Gosto de botões.
Botões grandes, pequenos, coloridos, com formas... Botões botões botões!
Sempre fiquei embevecida de cada vez que entro numa retrosaria e admiro os botões.
É algo inexplicável.
Havia aqui na cidade uma retrosaria que estava em liquidação total.
Nunca esquecerei o dia em que lá entrei com s minha irmã.
Saímos apenas depois de 'rematar' um caixote com milhares de botões.
Pareciams doidas, a atravessar a rua com um caixote pesadíssimo em cima de saltos altos.
Chegamos a casa e parecíamos crianças!
Ainda que ambas ja tivessemos passado os 30.
Agora tenho muitos, imensos, separados por tipos, cores e tamanhos.
Em caixas de ferramentas adaptadas, com a tampa transparente.
Assim posso ter as caixas apenas ali, pousadas, e ir olhando.
Admirando-os e cortando-me o coração de cada vez que uso um que seja.
Quando vi o trabalho de Augusto Esquivel pensei logo: quero tentar isto!
Mas depois desisti logo da ideia.
Nao me consigo desfazer dos meus botões.
Ainda não estou preparada.
Augusto Esquivel faz autentica arte com botões.
Apenas com botões e linha de pesca.
Cria e recria e deixa-nos a querer interagir com as suas peças.
Apenas tocar-lhes para as ver a balançar.
Pelo menos eu queria!
I am often obsessed with comparisons of reality and potential and the balance between them, in art: the idea of chaos in perfect order: an object seemingly solid to the eye can also be fragile and inconsistent to the touch; a common object used to create a piece of art becomes transformed into something complicated and intriguing.
I realize how insignificant and small a simple sewing button can be as it lays in my grandmother's sewing box, but at the same time how unique and precious it can become as part of a work of art. Like an atom in a molecule, each button serves and shapes the whole. I hold the button to my ear and it whispers to me, "I want to be....."
& Beyond